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MARIA INÊS ANTUNES

Nutricionista

MARIA INÊS ANTUNES

Nutricionista

Agrião

por Maria Inês Antunes, em 01.03.16

agrião2.jpg

 

Agrião, um vegetal de torcer o nariz... Não pelas suas propriedades nutricionais, mas pelo sabor picante que levou ao seu nome científico, Nasturtium, derivado da expressão latina nasus tortus, que significa nariz torcido.

É um vegetal rico em ácido fólico e contribui ainda com cálcio, ferro, potássio e fósforo.

Utilizo-o como acompanhamento, em crú, ou al dente nas minhas sopas, para dar uma textura.

 

Segue a minha receita de creme de agrião:

 

 

Creme de agrião

200 gramas de agriões

2 cenouras

200 gramas de abóbora

1 courgette

1 cebola

2 dentes de alho

20 ml de azeite

1 colher (chá) de sal

 

Preparação

Arranje os agriões e reserve-os.

Descasque, corte em pedaços e coloque numa panela com água os restantes ingredientes (mantenha a casca da courgette).

Quando estiver tudo cozinhado adicione os agriões e deixe-os apenas até voltar a ferver, para ficarem al dente.

Adicione o azeite e triture.

 

 

agrião_sopa.jpg

 

 

Perfil Nutricional

A elevada ingestão de crucíferas está associada a um menor risco de desenvolvimento de cancro. Recentemente identificaram actividade anticarcinogénica nos isotiocianatos presentes no agrião.

 

Para os mais curiosos, estes mecanismos anticarcinogénicos incluem a inibição do citocromo P450 de fase I (resultando na diminuição da activação metabólica de compostos carcinogénicos), o aumento da resistência celular pela acção enzimática antioxidante (quinona reductase, glutathiona S-transferases, UDP glucuronosiltransferases), a inibição do ciclo celular e a indução de apoptose nas células cancerígenas.

 

A presença de flavonóides no agrião, como a quercetina, o ácido hidroxicinamico, o ácido ferulico e o o ácido p-coumarico exerce um efeito antigenotóxico, que resulta na diminuição dos danos do DNA e um efeito antiproliferativo das células cancerígenas.

 

Uma equipa de investigadores nacionais está a estudar o benefício do agrião como adjuvante terapêutico no tratamento oncológico. Este estudo é levado a cabo por uma equipa de investigação coordenado pela nutricionista Professora Doutora Paula Ravasco e visa esclarecer a capacidade das substâncias activas do agrião, nomeadamente a capacidade regenerativa das células, principalmente do DNA celular. Tem como objectivo de estudo uma menor toxicidade dos tratamentos, uma recuperação mais rápida e eficaz após os tratamentos, e melhor qualidade de vida.

 

 

Sabe bem e faz bem!

 

"Life is like a box of chocolates", Forrest Gump

por Maria Inês Antunes, em 01.03.16

nestle-chocolate-1950s.jpg

 

Uma equipa de investigadores da Russian Academy of Sciences, criou um novo alimento funcional.

Um alimento funcional pode ser considerado funcional se for satisfatoriamente demonstrado que tem um efeito benéfico relevante para promover a saúde e bem-estar e/ou reduzir o risco de doença, para além dos seus efeitos nutricionais. Pode ser um alimento natural ou um alimento em que se adicionou, retirou ou modificou um componente.

Estes cientistas desenvolveram um chocolate com extratos de ouriço-do- mar e de estrela do mar que, segundo referem, fornece um complexo de " vitaminas do mar" que retarda o processo de envelhecimento e tem um efeito corrector sobre os processos metabólicos , o que aumenta a qualidade de vida e contribui para a longevidade.

As Ciências da Nutrição têm evoluido deste o conceito da “nutrição adequada” em direcção à “nutrição optimizada”. Eu, como nutricionista, que estou ciente desta evolução indispensável, acredito que estes novos produtos alimentares têm um potencial na promoção da saúde e na melhoria da qualidade de vida de quem os procura.

Maria Inês Antunes

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