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MARIA INÊS ANTUNES

Nutricionista

MARIA INÊS ANTUNES

Nutricionista

Zulado - o gelado mais fit

por Maria Inês Antunes, em 07.08.17

Os gelados tipicamente comercializados, nem sempre são os mais adequados para quem cuida da saúde e do corpo, porque contêm açúcares refinados, gorduras hidrogenadas ou uma série de aditivos alimentares. E muitas vezes os gelados que estão rotulados de baixo valor de gordura ou açúcar têm ingredientes com outras denominações que são artificiais e que mascaram o açúcar e a gordura. Ao prepararmos um gelado caseiro podemos escolher os ingredientes que queremos adicionar e podemos torna-lo muito mais saudável.

 

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Quem me segue no Instagram e Facebook ou está atento às publicações das minhas receitas no Blog já ouviu falar dos meus gelados probióticos ou proteicos.

 

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A ideia de fazer gelados surgiu no início do Verão passado, após várias experiências com fruta congelada e iogurte, queijo quark ou kefir, para substituir as natas ou outra gordura, que tradicionalmente é adicionada num gelado. Entretanto, devido a um grande desconforto intestinal que me persegue durante anos e após um diagnostico recente de síndrome do colon irritável, comecei a fazer alterações significativas na minha dieta. Entre as quais dei uma maior atenção à reacção do meu intestino a determinados alimentos, o que me levou a começar a evitar alimentos muito fibrosos e a diminuir até eliminar quase por completo o consumo de iogurtes e queijo. 

 

 

Importante: o intestino é muito diferente de pessoa para pessoa, muito mais do que o que nos difere geneticamente, e por isso os alimentos que eu escolho para mim, podem ser diferentes para outra pessoa com uma sintomatologia intestinal idêntica à minha.

 

Comecei então a preparar os meus gelados apenas com fruta congelada e por vezes um pouco de manteiga de frutos secos (amendoa, caju, amendoim ou avelã). E mum destes dias quentes de Verão onde só tinha no meu congelador 4 morangos e uma série de legumes, decidi utilizar uma curgete congelada e juntá-la com a fruta. Acrescentei um pouco de proteína Vegan (sabor a baunilha), para tornar o gelado mais proteico e finalizei com bastante canela.

 

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Curgete num gelado? Sim. Se já experimentou colocar vegetais num sumo detox, então não vai estranhar colocá-los num gelado. A curgete não tem um sabor muito intenso e por este motivo, adicionada a qualquer preparado torna-o mais consistente e ainda mais saudável. Contém compostos bioactivos com actividade antioxidante e efeitos positivos na saúde, devido à presença de compostos fenólicos, minerais, como o magnésio e o potássio e vitaminas, como a vitamina A e a C. Para além destes benefócios, vários estudos mostram que o consumo frequente de curgete tem um efeito preventivo da diabetes, através da regulação da glicémia, contribuindo para a sua redução.

 

O que utilizei para 2 pessoas

1 curgete crua (cortada aos cubos e congelada)

 200g morangos congelados

20g de proteína vegan (utilizei com sabor a baunilha)

 

Instruções

  1. Colocar todos os ingredientes num recipiente e triturar (varinha mágica ou blender) até obter uma consistência cremosa;
  2. Consumir de imediato ou congelar apenas 1 a 2 horas e servir com uma colher de gelado
  3. Deliciar-se

 

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O valor nutricional deste gelado é de (por porção / pessoa):

 85 Kcal

 10,5g proteina

 0,8 g lípidos

5,3 g de hidratos de carbono

 

 

Esta é a receita de um gelado delicioso e saudável, feito por uma nutricionista e que todos podemos comer sem culpa:

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  - com baixo valor energético (calorias)

 

  - alto teor proteico

 

  - baixo teor de açúcares (apenas os naturalmente presentes nos alimentos

 

  - sem adição de açúcar

 

  - baixo teor de gordura

 

  -  vegan,

 

  - sem lactose e

 

  - sem glúten.

Aljezur e as minhas experiências gastronómicas

por Maria Inês Antunes, em 02.08.17

Não conheço desde sempre Aljezur como o Francisco, que aprendeu a nadar na "poceca da rã-rã" em Monte Clérigo e que lhe dá o tom dourado de pele no Verão.  Mas foi com o Francisco que conheci o verdadeiro Aljezur, as praias, o castelo, as casinhas e a comida. Desde então faço questão de estar nesta bela terra pelo menos uma semana por ano e uns quantos fins de semana pelo meio.

 

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Foi neste mês de Julho que regressei e que tive das melhores experiências gastronómicas, sem falar do peixe de mar do mercado ou das cataplanas de marisco do restaurante O Paulo, na Arrifana.

A maré vazia de manhãzinha, depois do pão de Casais comprado na mercearia de baixo e de um café de cevada, permitiu-nos apanhar mexilhão, búzios e ouriços do mar.

 

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Quem nunca foi até às rochas procurar este alimento, tem obrigatóriamente de experimentar! Acaba por ser uma competição entre quem encontra mais mexilhão e quem encontra os maiores. Os búzios são de facto enormes e parecem rochas de tão disfarçados que estão. 

Cozinhamos o mexilhão de três formas diferentes: ao natural, com a própria água que largavam; de tomatada, com tomate cortadinho e cebola; e por fim com alho francês e vinho branco. Qual destes preparos o melhor...? Uma delícia! Com os búzios fizemos uma feijoada com feijão branco, tomate, pimento, cenoura, cebola, coentros e ovos escalfados.

 

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Estes pratos do mar souberam-nos a praia!

 

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Entre banhos de água salgada, sol e caminhadas de ida-e-volta, encontram-se estrelas do mar, algas e ouriços dos mais diversos tamanhos e cores. 

 

Para quando o regresso destes dias? Aguardo-os para breve!

 

 

 

 

 

 

 

 

Maria Inês Antunes

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