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MARIA INÊS ANTUNES

Nutricionista

MARIA INÊS ANTUNES

Nutricionista

Com ovos se fazem omeletes...

por Maria Inês Antunes, em 17.01.17

A semana passada tive uma experiencia única em consulta:

 

Na primeira consulta de nutrição da Sra L, depois de falarmos sobre a saúde e sobre as restrições alimentares que a médica lhe havia dado há dias, chegamos à conversa do ovo. Refere-me a Sra L o que ouviu na entrevista do prorgama Sociedade Civil , onde uma nutricionista desmistifica o papel do ovo na alimentação. Não imaginava a Sra L que a nutricionista que tinha à sua frente era a mesma nutricionista de que falava como referência.

 

Escusado será dizer que me senti extremamente.... lisonjeada! Imaginam?

 

Então, por estas e por outras, decidi falar um pouco sobre este alimento e sobre aquilo que ainda preocupa e faz um bocadinho de confusão não só aos portugueses, como também dentro da comunidade científica e ainda mais entre profissionais de saúde...

O ovo é um alimento muito especial...

 

É um alimento extremamente completo, com um perfil nutricional de excelência!

Tal como referi neste post é uma fonte de proteína de alto valor biológico. A luteina e a zeaxantina  presentes no ovo são dois carotenóides essenciais à visão, como papel na diminuição do risco de desenvolver degeneração macular relacionada com a idade.

 

omelete2.jpg

 

Os ovos contêm carotenóides (luteína e zeaxantina) reconhecidos por seu papel na proteção contra degeneração macular relacionada à idade e catarata, bem como tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. O ovo também fornece arginina (um precursor do óxido nítrico), que por sua vez, faz com que os vasos sanguíneos dilatem, desempenhando um papel fundamental na circulação, e são uma fonte substancial de colina, que é um neurotransmissor envolvido na função cognitiva.

 

Então e o colesterol?

As guidelines que definem a quantidade limite de colesterol na dieta ou o consumo de ovos, tanto para a população em geral como para quem tem risco de doenças cardiovasculares, variam entre diferentes países. Por exemplo a National Heart Foundation (australiana) restringe o consumo de ovos a 6 ovos por semana, mas a British Heart Foundation e a Diabetes United Kingdom não fazem restrições no consumo de ovos. A American Diabetes Association (ADA) limita o consumo de colesterol a 300 mg/ dia. Se um ovo tem cerca de 200mg de colesterol, o limite será até um ovo por dia.

 

omelete.jpg

 

Em que é que ficamos?

Apesar de terem colesterol, os ovos têm também componentes específicos que contribuiem para resultados de saúde favoráveis ​​e para a redução do risco de doenças cardiovasculares. Quando os ovos são incluídos num contexto de uma dieta saudável, estes benefícios nutricionais compensam quaisquer efeitos adversos, embora:

 

cada caso é um caso e, claro!,

deve consultar um nutricionista para recomendar qual a quantidade de ovos ideal para si

 

E os ovos fortificados com ómega-3 são melhores?

Os ovos que são fortificados com omega-3 também podem desempenhar um papel na dieta, especialmente para pessoas com hipertrigliceridemia e para quem não come peixe.

 

As minhas omeletes:

Bato os ovos e coloco 1 c. sopa de farinha de arroz com a ajuda de uma peneira (para não criar grãos de farinha), sal, pimenta e molho inglês. Deito para uma frigideira antiaderente (passei azeite com 1 guardanapo) e coloco por cima queijo vaca que ir light e a salsa picada grosseiramente.

Viro uma ves e VOILÁ!

 

omelete3.jpg

 

 Utilizei os seguintes ingredientes para 2 pessoas:

2 ovos inteiros

1 c. sopa de farinha de arroz

2 queijinhos vaca que ri light

1 c. chá molho inglês

1 molho de salsa

sal q.b.

pimenta q.b.

azeite (5ml)

 

Boas experiências! Espero que gostem...

 

Maria Inês Antunes

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